quarta-feira, 30 de agosto de 2006

Poema Maduro














Trago-te, verde o poema,
ele não diz nada –
não responde à nossas filosofias
e é incoerente, ineficaz, inexistente
aos nossos combates e bandeiras brancas.

Quando entendemos o poema verde,
o que não saiu do livro,
nunca fora escrito
ou mal acabado, interminado,
pensaremos os versos mais lidos,
os versos mais humanos
contudo, seu conteúdo mais poético...

Ler um livro de poemas
é perder o tempo:
poesia atemporal
dá em nossos anseios respostas
com escrituras de nosso tempo –
antes de tudo, nosso mundo agora.

Gargalho num desafio
ao combatente e suas armas
até a última bala
na batida do tambor
pois espero em minha trincheira
inscrever em meu peito uma medalha de herói
que, aqui, não há poesia,
apenas o fim do que já amadureceu
escrito no fazer poético, reler palavras.

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