segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Ainda a língua portuguesa...

As coisas se parecem com seus donos. Sendo assim este blog, como eu já disse antes, reflete a ausência do mundo, tal qual seu dono. Por isso, será difícil eu escrever sobre outros escritores, elogiar outros poetas. Eu simplesmente leio os poemas alheios e, caso goste, guardo comigo. Simples assim. Agora, divagações a parte, o que interessa de tudo isso para quem se interessa por estes poemas de língua portuguesa (meus e de outros escritores) será saber que a tal da reforma ortográfica do idioma, que unirá os países lusófonos e está causando certa discussão por parte de escritores e professores, foi adiada novamente. Virou festa do caqui essa bagunça.
Estava certo que o Brasil faria sua entrada no bloco destes países em janeiro de 2008, mas para a felicidade de muitos, e infelicidade de outros tantos, nosso país não está "preparado psicológicamente" para o baque que será a falta do trema em palavras nada bonitas como qüinqüenérveo ou cagüira. Ou seja, permanecerá tudo como está na escrita oficial da Terrae Brasilis. Sim, realmente nossa terra é, definitivamente, contra reformas, a começar por nossos políticos. Mas isso é outro assunto. Por isso repito, as coisas se parecem com seus donos. Nossa língua, nosso povo. Por aqui tudo fica para depois mesmo.
Para finalizar, cada pessoa tem sua opinião referente a este debate, cada escritor prefere ter seus textos escritos de uma determinada maneira. Por exemplo, João Ubaldo Ribeiro não gostaria de mexer em seus textos, já a escritora Lya Luft é a favor do acordo ortográfico. Cada escritor possui seu estilo, seu vocabulário. O que importa mais: a grafia ou a manifestação artística de quem escreve, a forma ou o conteúdo, o significado ou o significante? Não será difícil de encontrar respostas variadas. O que importa mesmo que aqueles que têm competência e criatividade sempre farão de suas palavras arte e comunicação. Sempre se renovarão estarão inventando palavras e conceitos com suas idéias. Arte é isso. Comunicação, não menos.
Já, em áreas de tecnologia, não acho que mudaria muita coisa.
É isso aí. Nada mais que isso.
(Ao som de Jimi Hendrix)


Um comentário:

  1. O conteúdo vale mais. Se pensarmos em formas, talvez não fosse linda a natureza ao embalar em úteros sangrentos de placenta e água a pessoa como eu, você e Ubaldo..
    É só uma reflexão maluca que me ocorreu. Considero um pouco vazia esta discussão. A arte de pensar vem antes da de escrever. O conteúdo portanto, é que vale definitivamente na história lírica da vida humana..
    Se cometi erro aí, servirá como exemplo de minha fala...

    Beijos!

    ResponderExcluir

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...