domingo, 30 de setembro de 2007

Baile de Seda


...Um baile dilatado de sentidos:
corre o pano e a seda brilha
cena muda, pouca luz e cresce em gritos
uma dança até o fim, gesto até o fundo...

A noção de tal instante
tão instinto ser tem então no cio
mãos, dentros, e corpos seios
tão suspiros encostando gritos
desce coxas de fora, todos os veios.

E do abraço das pernas ancas
rebola assim um punk gasoso
e dissolve em gozo, e descansa
sob os olhos derretidos do amante
um ácido a subir aos seus neurônios...

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