terça-feira, 11 de setembro de 2007

Porque todo mundo ama, onde quer que seja...


De sexo em sexo eu aço o cabaço
de ver tão isso, o subir a saia, sua
lã ligando estanho, fincando traço
o rijo que te leva pelo corpo nua.

As vezes uivadas que de cio e lua
cansado de ser a ti quem eu caço
com fome e afã qualquer o pedaço
eu fico a comer de ti mesmo o cru

De roda a roda, o que dás e me traz
o que me apraz, de língua a língua
eu lavro e limo, que abres e lamas

o lábio da terra que gira a procura
do sexo em sexo, um dia cabaço e,
noutro, um pedaço quente de aço.


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