quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Desvirtualidade corporal

Eu vejo todos os dias a suave
super nova dos olhos, radiante
pele contornada na teia virtual
que eu monto para cavalgar longe
e chegar onde alguém pode estar.

Eu vou para onde houver gente e
e eu não existir só eu e você
se perdendo, indo longe, e não
sabendo que te vejo na volta
dos hertz, dos pixels, e bytes.

Então vou dizer um amor tão mail
que em teus seios te pego sites
embaixo, e em cima, numa batida
quase scrap por minhas mãos até
poder tê-la orkutando minha voz
mais que online, mais que recados.

Quando assim me souber, e a luz
dos monitores estiverem mortas
de tanto amor se acenda novamente
em luminâncias, agora pupilas
o fogo que ilumina minha visão
de ver-te mais que ilusão, e ser
mais que um menino para teus olhos.

Assim, homem, e assim mulher, não
menos do que o mais que o bem
na velha busca de todos os que
se querem um par, num mesmo disco
eu deixo rígido e cheio o que tu
gravas para me ler e me receber
em tuas pastas, e teus programas
e me imprima em tua pele num só
controle, conexão rápidaovivo
sem firewall que impeça de chegarmos
assim perto, usuários um do outro.


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