sexta-feira, 14 de setembro de 2007

A Lanterna Mágica



De fúria em fúria aos prantos
eu reconheço ser lento o filme
dos dias, no prisma dos corpos
que se entrecortam, e perpassam
até encontrarem quem descubra
o segredo de suas películas,
o milímetro de suas vozes.

Trago a zombaria, o suspense,
a precisão de enquadramentos
para que haja mais história,
e, pelo menos, um encontro
na montagem lógica do cenário,
e esteja tudo preparado para
quando meus olhos te verem
sob tela, seja você meu filme
predileto, seja você quem for.

E se eu me prender ao enredo,
ainda que por pouco, de teus
enredos e veredas, silencio
para compreender deste filme
um roteiro humano que caminha
bicho, e pedra, coisa entre
as coisas entre portas da alma,
com meus olhos negros a filmar
qualquer que passe, qualquer
amor, desconhecimento, ou ódio.

Assim, de lentidão em lentidão
canso de procurar, num momento
que não parece jamais terminar,
quem me queira bem, e entenda
como quero te contar a estória,
como quero te mostrar os fatos
narrados sob a luz de um poema.


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