domingo, 14 de outubro de 2007

Poema para dois



Amar-te e ser inerte
como a xícara na mesa,
amar-te e ser veloz
tal qual roda a engrenagem.

Amar-te e ter só pés,
desses que andam para longe;
procurar-te e ser raiz,
dessas que crescem por dentro;
esperar-te e ter a vontade
de acompanhar o que vai embora.

Encontrar-te e não ser mais
que xícara, ou pé, engrenagem,
ou raiz no teu corpo. Apenas ser.

Ser eu e tão você, e assim,
ser dois e não ser ninguém:
olhar no espelho e cair no sumidouro.


Um comentário:

  1. boa tarde miguxo!!!
    é,amigo,amar é complicado mais é bom demais!!!
    obrigada por me avisar q meu link está com problema,vou ajeitar direto no blog,meu namorado tinha me avisado ontem ,mais eu ajeitei só no dele e esqueci de ajeitar no meu,rsrsrsrs...quando vc me linkar,me avisa se já deu certo,ok?beijos e um domingo maravilhoso pra ti!!!

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