terça-feira, 30 de outubro de 2007

Poema para a morte



Beijo o vento com minha boca de flor.
É leve a brisa até se transformar em vento-forte,
carrega por ruas algo que se pode ver apenas
suspenso no ar, perto das estrelas, caindo nada...

Mas não te alcança o vento, e nem o sussurro,
porque é longe a tua presença e perto a falta...
Esta boca não abriu para a passagem do tempo
ou sequer se aproximou do céu ou levaram as ondas


Voltou à terra e ficou roxa, a mesma flor
que nunca ninguém viu, nunca ninguém plantou.


Um comentário:

  1. Obrigado por me deixar publicar o seu poema. Pode vê-lo aqui:

    http://spiritwolf-spiritwolf.blogspot.com/2007/11/poema-da-morte.html

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