quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Aflição



Adiante era o frio, mais atrás era o raio de sol.
uns pés passos largos; outra vez, caminhar devagar.
Entre o tremer e o abrasar, um modo
como se fosse o existir não mais que passar.

Para onde é que vou?

Se meço ou se me perco, se fio ou se desteço;
contar os números é para os sábios, eu só observo.
Fazer um círculo, desenhar quadrado:
a geometria é para quem sabe recomeçar.

Por que é que eu fico?

Minha história é sem início, não determina seu fim;
um dia perguntarão se fui gente ou estátua de sal.
Quando derem por minha ausência estarei
com meus olhos de saudade fitados para atrás.

Onde nos encontraremos?
Quando, o tempo de repousar?


Um comentário:

  1. Parabéns. Também publiquei este teu poema no meu blog,claro que com a devida referência ao autor.

    Podes ver aqui: http://spiritwolf-spiritwolf.blogspot.com/2007/11/aflio.html

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