quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Poema-mundo



Vou formando seres de ruas, praças e colégios
sempre acompanhando homens de negócios
numas conversas de que mundo é um papel
noticiando a gente na guerra, nós de correr dias...

Eu e você, mundo com agulhas a costurar
o vai-vem da bola rolando, da bola voando,
uma novela que se desenrola na perfuração
do novelo da terra cheia de petróleo e gás...

Porque meu destino é relevo de passagem,
trago comigo a percepção por toda matéria
desde o tocar só por ser, ao sentir que tudo
em minhas mãos é de areia, centelha de explosão.


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