quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Laivos humanos




Quanto tenho de dizer quieto nos olhos o meu amor
e de mover gritando no corpo teu meus dedos raros
como o entendimento entre um homem e uma mulher
em tempos de guerra, tempos de ser só um cada ser...

No trabalho da lentidão do universo eu percebo
uma lembrança de igual raiz ao que nasce da terra:
há um misto de vida e morte no campo aberto onde
se cultiva os sentimentos do barro, viveres de tudo.

Qualquer passeio público é ver que tudo ao nosso lado
é uma volta, é de se dar em confiança, nunca perder seus
olhos dos olhos alheios e alhures, tendo na mira amor.

E grande compreensão há do outro na lentidão seguir
que sei poder a união dos homens com suas mulheres
deter uma guerra, calar a falsidade, e nos unir em amizade...


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