segunda-feira, 28 de abril de 2008

Do Amor (Hilda Hilst)




Ama-me. Ainda é tempo. Interroga-me.
E eu te direi que nosso tempo é agora.
Esplêndida de avidez, vasta ternura
Porque é mais vasto o sonho que elabora

Há tanto tempo sua própria tessitura.

Ama-me. Embora eu te pareça
Demasiado intensa. E de aspereza.
É transitória se tu me repensas.


Um comentário:

  1. Pro amor, é sempre tempo...

    Teu comentário me fez lembrar de canções de amigo, de espartilhos e coroas, de máscara com plumas, numa dança num salão ao som de uma cantiga medieval que é sempre a primeira que me recordo... E me fez lembrar de The Tudors, uma série.

    E pior, do quanto a gente imagina cenas e cenas, como se em nossa cabeça passasse um filme...

    Bjs!

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