quinta-feira, 8 de maio de 2008

Díade




Diante de um rosto desconhecido, já velho e cansado
a égide da santidade se desfez e apareceu o homem
com suas formas, seus riscos, suas tintas pálidas
nuns olhos ainda iguais aos de quando era jovem.

Sua vida de acasos, seus viventes morrendo de dores,
suas dores vivendo, sua vida até o ocaso.

Não havia tristeza, e ainda colhia a alegria dos homens
e sua própria, pois que seu destino era sempre
sua estrada era nunca - vive de sempre esperar
morrerá sem nunca saber o que é e onde está.

Sua vida de acasos, seus viventes morrendo de dores,
suas dores vivendo, sua vida até o ocaso.

Do que recorda vale seu coração e sua queda de anjo
para o humano leito como se vivesse tudo
pela primeira vez, como se fosse tudo verdade
e se ouvisse um chamado para o suspender da aventura da terra.

Sua vida de acasos, seus viventes morrendo de dores,
suas dores vivendo, sua vida até o ocaso.

Em sua casa, derrubados os muros, deixa ausência
no final da vida, deixa poeira que não se acaba,
um vestígio de estrela e sua descendência
para os filhos dos homens, luto por quem se esvai.

Sua vida de lembranças, suas lembranças em seus pares
todos os pares indo embora, cada ida partindo ao meio
seu coração de vivente, junto à sua metade morrente.


Um comentário:

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