sábado, 28 de junho de 2008

Palavras a fio




A gente fia tudo,
roupa, desenho,
história e cartão de crédito.

Só não a morte,
sempre certa, tessitura,
tramada e tão à vista.

Um fio permeia quase
tudo, da pele ao papel
a navalha e a caneta
um fio no meio cai:

Malabaristas se equilibram,
pulsos são cortados
e poetas rascunham todos.


2 comentários:

  1. Pedindo antecipadas desculpas pela “invasão” e alguma usurpação de espaço, gostaríamos de deixar o convite para uma visita a este Espaço que irá agitar as águas da Passividade Portuguesa...

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  2. Saramago discordaria de não fiarmos a morte.
    até o certeiro as vezes engana!

    :)
    Lindo poema

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