sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Prazer e verdade até o fim (e dois dedos de onirismo)




E meus dedos n'água
esfriando, esperando
a luz do sol, o calor
do dia, de quem traz
a consumação da terra
num corpo exausto
num prazer que leva
água e vinho em sua taça...


Quem conheceu o amor
conheceu a vida inteira
e conheceu a cadência
da estrela brilhante
até sua explosão
depois de muita vida
e ardor num mirante
de enamorados amantes,
testemunhas lá do céu.

Quem conheceu o amor
conheceu a subida e
a queda que é vertigem
a visão de astronautas
perante a natureza
como tão natural é
o desejo e a excitação
num só gozo e coração
até que o céu se converta
em mar e necessidade
de alguém para nos salvar.

E meus olhos vidrados
e meu corpo chapado
em um frio atlântico
numas águas polares
sendo aquecidos, até
chegar serem consumidos
na construção que eleva
a alma cansada, no lençol
rasgado da cama, num sonho
à uma nova aventura
dessas, que gasta até fim
e renasce num cálice de vinho.

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