segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Um eclesiastes moderno




Não entendo por quê
há histórias de amor
mentes destorcidas
dor de dente e unha encravada:

no primeiro caso
há tudo o que não
se gastou na mão
e insiste gozar

no segundo, existem
tanto os gênios
como os lunáticos
e todos têm prazer

no último, a gente
tropeça na pedra,
no caminho topa,
cai, levanta e sai xingando.

Nunca entenderei a razão
de que o contrário
também é válido
e também morre e fica pálido.

6 comentários:

  1. Obrigado, Maria Xika. Vi que você mora no mesmo lugar onde eu moro. Será que somos vizinhos? rsrsrs.

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  2. Que lindo poema! Eu também ainda estou aqui a pensar que o contrário é sempre mágico; se por ele não temos empatia, ainda sim há o diverso que nos arrepia e fascina...

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  4. Amigo adorei o poema, me fez pensar em muitas coisas, um grande beijo. Leda

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