segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

O segredo da costela de Adão



Um dia é preciso saber
que o amor que me tirou
uma costela é o mesmo amor
que arranca corações, olhos,
expõe as tripas e estupra
tantos órgãos e palavras,
invadindo o corpo e esvaindo
a torto mais que a direito
meu sangue na virgindade
da paixão impertinente.

É esse sentimento, essa mão
que pesa nos ossos,
pesa igual ao sono
nas cabeças, e aos olhos,
passa a mão, faz cafuné
até reconhecermos
a pessoa prometida,
que acorda ao nosso lado
sem cicatriz, sem marca de nascimento.

Um dia, apenas, assim eu
desejaria experimentar
o segredo da comunhão,
o milagre das cruzas,
a graça dos animais,
tal mistério que move
alguém ter dentro de mim
o que mantem em si,simultânea e divinamente,
não saber onde termina um

e se inicia outro num corpo só.

Um comentário:

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    Alena

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