domingo, 22 de fevereiro de 2009

Olhos negros




E agora... o que eu faço sem os teus

olhos negros, grandes, distraídos para tudo
e para nada perto de mim ficando longe
e ficando perto das coisas de tudo e coisas
de nada ficando alto em teus olhos baixos

E agora... onde vai a estrela no teu corpo
ficando torto, caindo reto, restando matéria
igual a tudo o que há neste universo longo
na distância curta destas mãos tão finas
de cavar a vida e ficar morto

Agora, sem teus olhos, só restam meus olhos
enxergando negro e nada, grande e perto

Eu só queria saber até quanto é breve a luz,
e eterno o seu alcance na humana vida.


Um comentário:

  1. "E agora... o que eu faço sem os teus
    olhos negros, grandes, distraídos para tudo
    e para nada perto de mim ficando longe..."

    Como me encantaram estes teus simples versos.

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