quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Recomeço



Ao cantar o pássaro
é novo o dia
mas a mão estendida
permanece cansada
na condução da melodia.

Jamais se encolhem os dedos
porque é preciso continuar
a partitura que preenche o silêncio
no dia em que se acaba o canto -
então é preciso saber
que o que morre se transforma.

Assim enterram-se os corações,
cada um com seu ritmo,
cada um com seu pássaro
a voar para longe,
procurando outra estação,
na direção da liberdade.

O que era cantiga
hoje é eco,
não um pássaro preso na garganta.
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