quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Sob o céu que aquece, à luz que nos guia


















Seus olhos estrelados
cantavam luz de repouso
para o barco cansado
e o mastro arredio
e sem rumo
em meio tanto mar
perto das pedras
- verticais pedras -
que miram o céu
e o céu dentro do mar.

Atingi o lado mais seguro
da ilha que se me surgiu
e pus minhas mãos
na firmeza do arpoador
com todos os montes
e todas as trilhas a seguir
porque desejava minha
a ilha encontrada,
desejava ser eu explorador
do ouro dos olhos
da menina, olhos estrelados,
espelhos do mar ao redor
como o é céu dentro do mar.

E ela que era ilha a tanto mar
vingou ser estrela no céu,
e ela que era abrigo ao coração
viu-se guia aos mareados,
e era ela a estrela da manhã
que ao brilhar se convertia fio
de luz e ouro em meio à terra
de seu corpo me protegendo do mar
- mar de águas frias -
aquecendo-me no lumiar do céu.





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